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TESTEMUNHO DO REINO

30 anos na estrada,

30 anos no meio popular.
 
Nas terras de Ubajara

viemos festejar



Celebração, mística, oração,

espiritualidade, conflito, comunhão.

Seguiremos o caminho em missão

construindo a libertação

conduzidos pelo Divino Mestre da criação





O reinado já chegou

vamos juntos propagar.

O rosto de Deus é jovem,

é do meio popular



No campo e na cidade,

no interior e na capital.

Somos testemunhas desse reino,

o reino que tá entre nós



O reino que é partilha,

o reino que é doação,

o reino que é de Deus,

o Pai-mãe da criação



Tá na dança e no batuque,

tá na ciranda e no axé,

tá nessa linda multidão,

nesse povo que tem fé



É o Deus dos oprimidos,

é o Deus da alegria,

é o Deus que contagia

com a arte do acolher



Nosso Deus é Javé,

nosso Deus é libertador.

jovens construindo

 a civilização do amor



 
Convido esse povo

guerreiro e sonhador

para um grande viva gritar,

um viva a PJMP

do meu querido Ceará:

Viva a juventude do meio popular



Messias Pinheiro


 

Ubajara, 23 de julho de 2011

Congresso dos 30 anos da PJMP no Ceará

(Casa de Nívea e Marcos)

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UM POETA POPULAR


“Escrever é aprender. Ler é viajar.

Ler e escrever são tijolos na construção de uma nova forma de pensar”
(Messias Pinheiro)
 
No dia 05 de julho de 2011 na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Acopiara, Diocese de Iguatu. O jovem militante da PJMP Messias Pinheiro iluminado pelo espirito poético lançou seu primeiro livro: Poemas, Poesias... Sentimentos. O Evento foi marcado por grandes sentimentos e emoções. Momento de encontro, reencontro, alegria e sonhos do jovem autor compartilhado com seus familiares e amigos oriundos de sua terra natal Mombaça, e também de outras cidades da região: Icó, Cedro, Iguatu, Piquet Carneiro, Mineirolândia e Acopiara. O livro busca demonstrar dores, alegrias, lutas, sonhos, esperança, fé, vida, humanidade. O autor nos convida a realizarmos uma intensa reflexão sobre nossa sensibilidade, nossa humanidade. Essa obra marca o início da caminhada do jovem Messias na literatura popular.

Por Claudiano Sobral


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Sonhos não envelhecem

Um dia sonhei que a humanidade
Alimentava-se de sonhos,
Lutava para mudar a realidade,
Fortalecer os fracos.

Sonhei com uma força de vontade
Quase desumana para tornar real as utopias
Delirei, pensando que essa juventude de agora
Também poderia pintar a cara
E sais as ruas contra a corrupção
Do meu país, mas vi jovens

Desnutridos para o combate,
Consumidos pelo grande mal do Capital,
Alienados com as grandes máquinas
Da globalização, imersos em seu
Individualismo aprendendo a serem
Cada vez mais egoístas...

E em meu devaneio
Quase não vi luz no crepúsculo,
Mas assim como a noite
Tem a lua com seu brilho natural
Tenho minha fagulha de esperança
De que a juventude não deixe
De correr atrás de conquistas,

De que toda a nossa vida
Não passe inutilmente
Sem saber do que foi feito.

Deparo-me não mis
Com a realidade alheia
Mas com a minha,
Não sou o que quis ser
Mas... estou caminhando
Com a certeza de que já dizia-se
“Sonhos não envelhecem”.

Jesuana Prado
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VEM TEMPO NOVO! - Zé Vicente

Vem, ó tempo novo
Que eu te espero aqui
No campo dos meus sonhos!

Portas abertas,
Janelas escancaradas,
Desejos apetitosos,
Postos na mesa,
Com ervas finas
Cultivadas sem venenos,
Na  nossa horta encantada.

Vem
Que ponho uma bela canção de amor,
Na voz de Betânia
Pra te acolher!

Chegue
Feito criança travessa
Saltando em cambalhotas
Por entre os raios do primeiro sol nascente,
Quando a noite ainda teima sobre nós!

Vem, ó ano pequeno,
Mínimo, por enquanto,
Que eu te preparo
Um brinde de poesia!

Depressa,
Que a gente fez a hora
E agora, uma Mulher altiva,
Cultiva flores de esperança no Planalto!
E o Cerrado e os Pampas
E as Matas (Amazônica e Atlântica)
E a Caatinga...
Se unem na cantiga maior e mais sublime
Da Pátria, toda mulher,
 Soberana e livre – Brasil!

Destampemos a champanhe,
Extravasemos a alegria,
Soltemos aos céus,
Os jovens fogos das cores de cá,
Incendiemos as estrelas velhas,
Plantemos as sementes criolas
E as adubemos com estercos
De nossos medos e preconceitos!

Na tua meia idade
Colheremos os frutos
Que a terra materna em ti,
Nos oferecerá
Os lavaremos nas águas sagradas
Da justiça!

Vem, ó tempo hoje,
Marcado em número ímpar
No calendário efêmero dos homens,
Cantado eterno
Na garganta quântica
Do universo!

Fortaleza, 31.12.2010 (16:37).

E-mail: zvi@uol.com.br
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Do Barro às Gentes (Luis Adriano Correia)


Tenho alma das gentes

tenho sentimentos falantes e brincantes

sinto-me bem com os que livres são

e não se intimidam diante dos sonhos e da arte

e que a arte seja nossa aliada

e que ela tranforme a nossa vida.

viva a vida e a arte

viva à arte da vida

viva a vida vivida com arte

poesia e arte que vibre nas veias

e me faça ser gente

me faça

só me faça

e fazendo-me, modele-me

um lindo ser moldado nas mãos de zé

e posto no forno por maria.

e viva a grande olaria.
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Rosto de Deus (Luis Adriano Correia)

Refletir a diferença
A partir do olhar de Deus
A partir de tantos rostos
dos rostos que são os seus.

Tenho o direito do grito
O direito do clamor
Pois se não faço valer
Não faz sentido o amor.

Buscar o novo intensamente
É o que juventude escolheu
Pra que toda nossa gente
Reflita o rosto de Deus.

(escrito no 9º Encontro Nacional da Pastoral de Juventude - Natal/RN)
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Profeta do Povo (Luis Adriano Correia)

Queria saber por que o sol
não se põe dentro de mim
por que ele não se vai
não me permite esquecê-lo
sempre queima, só me queima
e me inflama, me convida
me chama, me motiva
a ser sempre e sempre vida.
E pelas estradas sofridas eu vou
Mas sofrendo não vou
Aprendi ser feliz
Porque desde a raiz
É da luta que eu sou.
Comecei a tirar do melaço da cana
Gritos, clamores, Gana
Não podia ser diferente
Fui consagrado à Cana.
Comecei a tirar dos ternos e gravatas
Meus chinelos de couro e minhas “alpercatas”
Conhecimento de mundo, o valor de educar-se
Pra que bem informado, minha fala levasse
Uma boa política e meu povo falasse.
e da cansada espera do meu povo
Consagrado à política eu fui.
Comecei a tirar de rostos lindos e encantados
A força da transformação
Dinâmica inocente, comunhão
De todo tipo de gente
Em favor da libertação
No canto, na dança e poesia
A dramatização de suas vidas
Pondo em minhas mãos os sonhos
De vidas que se anunciam
E Prenunciam a mudança
De suas condições de vida
Mas não se esquecem do início
Das folhas que em sacrifício
Caem das suas ramagens.
E como encantado e encantante
Consagrei-me ao jovens das margens.
Comecei a tirar de uma Igreja que é povo
Meu lugar de fala e a minha missão
Construir novo reino, anunciação
Do cristão oprimido, profeta
Do meu povo escondido, uma seta
Apontando bem longe, lá longe
Um caminho com cheiro chão.
Foi aí que escolhi desde então
E consagrado eu sou padre ou poeta
Do evangelho da libertação.

Parnamirim/RN, 30 de novembro de 2010. Em ocasião do aniversário dos 25 anos de vida sacerdotal do Pe. Antônio Murilo de Paiva.
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PENSAMENTOS SOLTOS

Falta a cor, falta o sabor. Falta um pouco mais de luz, um pouco mais de nós. Falta sentir, falta tocar. Falta ser, falta acolher. Que não falta, não. A esperança, essa não. Se partir algo de tão grande se vai, acaba por ser inútil ficar, aqui. 
    Mas as pedras. Ah, as pedras! Mas as flores. Sim, as flores! Vamos ao caminho, com a música, com a dança, com a vida, mesmo que só, em alguns (muitos) instantes, só.

Lu Corrêa
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