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JUSTIÇA E PROFECIA NA CIDADE

SEMINÁRIO NACIONAL DAS CEB´S
JUSTIÇA E PROFECIA A SERVIÇO DA VIDA

JUSTIÇA E PROFECIA NA CIDADE


Alba Maria Pinho de Carvallho
Juazeiro do Norte
24 de março de 2012

I - O DESAFIO DE COMPREENDER O PANORAMA URBANO HOJE: A EXIGÊNCIA DE ATUALIZAÇÃO DA QUESTÃO URBANA NO BRASIL DO SÉCULO XXI

    A proposta de reflexão desta Mesa neste Seminário coloca o desafio de uma VISÃO PROFÉTICA SOBRE AS CIDADES, atualizando, dando corpo e materialidade à LUTA PELA JUSTIÇA NO MOMENTO PRESENTE que estamos a viver e construir em nossa caminhada. Para encarnar esta visão profética, precisamos compreender a SITUAÇÃO HOJE ESTAMPADA NAS GRANDES CIDADES, NAS METRÓPOLES, NAS CIDADES MÉDIAS E PEQUENAS CIDADES DESTE PAÍS que nos interpela qual Esfinge de Édipo: decifra-me ou te devoro!...De fato, no exercício da profecia compreender para DENUNCIAR esta situação como ela se apresenta hoje… Apontar os problemas, as questões e como enfrentá-las, construindo nossa UTOPIA DE CIDADE: uma cidade que expresse um MUNDO NOVO, UMA CIDADE QUE ENCARNE O SONHO DE DEUS…
 
    Antes de tudo, é preciso compreender que o BRASIL É UM PAÍS MARCADAMENTE URBANO COM UMA EXTREMA DIVERSIDADE DE ESPAÇOS. E o Brasill vivenciou um PROCESSO DE URBANIZAÇÃO MUITO RÁPIDO E INTENSO que aconteceu especialmente durante  a segunda metade do século XX, marcado por PROFUNDAS DESIGUALDADES E EXCLUSÃO URBANÍSTICA, em um perverso processo de apropriação do solo urbano, a gestar uma segregação socioterritorial entre “duas cidades”, a marcar o cenário urbano brasileiro: CIDADE OFICIAL, construída pela força do mercado fundiário e mercado imobiliário dominante e formal, com a apropriação do solo urbano de diferentes formas, inclusive ilegais e irregulares, cidade considerada pelo planejamento urbanístico, dotada de serviços, equipamentos e infraestrutura urbana; CIDADE REAL, denominada de “CIDADE ILEGAL” que se constrói de forma irregular, com uma ocupação inadequada do solo, que foi a ocupação possível dentro do que restou para essa recente população sobrante… É a terra que lhe coube neste latifúndio, como canta Chico Buarque. É a cidade formada por assentamentos precários em mangues, beira de córregos, dunas, várzeas inundáveis; é a cidade vulnerabilizada, sempre no risco e invisibilizada para o planejamento urbano, sempre com déficits e precariedade de serviços e equipamentos urbanos, sem nenhuma proteção do Estado. É preciso atentar que a cidade oficial é também construída com muitas ilegalidades e irregularidades, desrespeitando as regras urbanísticas, que são legitimadas pelo poder dominante…e, em alguns casos, modifica-se a legislação para beneficar o capital em seus grandes empreendimentos no seu processo de apropriação predatória e ilegal do solo urbano.

Cabe sublinhar que, de fato, o Brasil, especialmente na segunda metade do século XX, vivenciou um gigantesco movimento de construção urbana para assentar uma população que cresceu e multiplicou-se de forma impressionante. Basta lembrar que, em 1940, a população que residia nas cidades era de 18 milhões e 800 mil habitantes e, no início de 2000, já era de 138 milhões de habitantes. De onde vem esses milhões de homens e mulhres que ocupam as cidades? Em verdade, vem do campo, do meio rural, submetido a violentos processos de expansão do capital. Logo a questão do campo e a questão da cidade embricam-se no cenário deste Brasil Contemporâneo.  Constata-se, que em 60 anos, os assentamentos urbanos foram ampliados de forma a abrigar mais de 125 milhões de pessoas que chegam às cidades. Assim, estas cidades crescem, expandindo-se sem limites e grandes contingentes da população pobre são empurrados para as margens e obrigados a produzir e viver na chamada “cidade ilegal” que tem a sua própria lógica em função da ausência, da carência de espaços urbanos apropriados e que está exposta a toda sorte de riscos. É a cidade abandonada pelo Estado em seu planejamento e que se só se torna visível nas grandes tragédias, transformadas e consumidas como espetáculo pela mídia, em seus circuitos globalizados.

Em verdade, nas cidades deste “Brasil Urbano”, sobrepõe-se as imposições da acumulação do capital, desconsiderando as necessidades humanas dos sobrantes. Hoje, nesta segunda década dos anos 2000, as cidades brasileiras concentram cerca de 81% da população e 90% do PIB, vivendo nas áreas urbanas mais da metade da população pobre, situada nas “periferias da vida”. Cabe esclarecer que esta denominação “periferias da vida” quer indicar muito além do conceito físico de periferia, denunciando a situação de vida nas margens, destituída do acesso a direitos e ao desenvolvimento pleno da humanidade e da própria vida. São milhões de homens e mulheres a habitar as “periferias da vida”, sempre no limite e no risco, com precariedades que se complexificam e se agravam nos processos de expansão do capitalismo contemporâneo que vulnerabiliza e precariza o mundo do trabalho e os trabalhadores…

É fundamental ter presente que a SITUAÇÃO ESTAMPADA NAS CIDADES BRASILEIRAS, NESTA 2ª DÉCADA DO SÉCULO XXI, REVELA UM PANORAMA URBANO MUITO ALTERADO, DIFERENTE EM RELAÇÃO ÀS DÉCADAS PASSADAS, NO INTERIOR DOS FLUXOS DE TRANSFORMAÇÕES DO PRÓPRIO SISTEMA DO CAPITAL. Esta alteração do panorama urbano, no tempo presente, é no sentido do aprofundamento, agravamento e complexificação das desigualdades, das apartações, das segregações territoriais, a circunscrever NOVAS ENCARNAÇÕES DA RIQUEZA E DA POBREZA, como ponto e contraponto de uma mesma realidade do capitalismo globalizado. Assim, a QUESTÃO URBANA assume NOVAS CONFIGURAÇÕES/NOVOS DESENHOS em tempos de financeirização da economia, de mercantilização sem limites, de revolução tecnológica, com novas conexões de tempo e espaço, com crescente força do espaço virtual, materializado na INTERNET e no ritmo acelerado do tempo, com profundas mudanças nos modos de viver e conviver. São tempos de extremo individualismo e de consumismo como modo de existir, de sentir-se gente… É preciso atentar que, em tempos contemporâneos, o consumir não pode ser visto como uma operação do ciclo da economia capitalista mas como modo de existência numa perversa redução dos horizontes de vida…E esse consumismo, como espírito do tempo, atravessa a vida social e impõe-se no universo de vida dos pobres… MERCANTILIZAÇÃO/INDIVIDUALISMO/ CONSUMISMO marcam profundamente o jeito de viver nas cidades, colocando em cheque o coletivo, a solidariedade, a partilha e o espírito da comunidade…

Em verdade, o desafio posto é compreender as NOVAS CONFIGURAÇÕES DA QUESTÃO URBANA DENTRO DO NOVO MODO DE FUNCIONAMENTO DO CAPITALISMO, bem distante do funcionamento capitalista de quatro ou cinco décadas passadas. Hoje, tem-se um NOVO MOMENTO DE EXPANSÃO SEM LIMITES DO SISTEMA DO CAPITAL, DE MERCANTILIZAÇÃO EXACERBADA, DE CONSUMISMO SEM MEDIDAS, nos marcos da chamada “MUNDIALIZAÇÃO COM DOMINÂNCIA FINANCEIRA, em meio ao furacão de uma CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL. Tem-se em curso um sistema capitalista que, na sua expansão sem limites, funciona substituindo, de forma crescente, o “TRABALHO VIVO” de HOMENS e MULHERES pelo “TRABALHO MORTO”, consubstanciado nas MÁQUINAS, gerando um CONTINGENTE CRESCENTE de SOBRANTES, POPULAÇÃO SUPÉRFLUA PARA O CAPITAL, DESTITUÍDA DE DIREITOS, especialmente O DIREITO AO TRABALHO e que o sistema do capital integra, de forma perversa, nomeadamente através do consumo. São TRABALHADORES E TRABALHADORAS SOBRANTES DO MERCADO DE TRABALHO, ESTRUTURALMENTE DESPROTEGIDOS que não vão ser inseridos no mundo do trabalho de forma digna, restando-lhe tentar se segurar no “fio da navalha” do chamado  trabalho informal, vivendo no limite e no risco, sempre empurrados para o mundo da ilegalidade. São as populações vulnerabilizadas nas “periferias da vida”, nas teias de uma vida informal, distante do acesso a direitos, inclusive o “direito à cidade”. A  pesquisadora Vera Telles, em muitos anos de investigação na cidade de São Paulo, em andanças nas periferias alerta que, nas “cidades globais”, nas metrópoles “a vida social é atravessada por um universo crescente de ilegalidades que passa pelos circuitos da expansiva economia (e cidade) informal, o chamado comércio de bens ilícitos e o tráfico de drogas (e seus fluxos globalizados), com suas sabidas (e mal conhecidas) capilaridades nas redes sociais e nas práticas urbanas” (TELLES, 2007, p. 1-2).

Em verdade, as cidades brasileiras contemporâneas mostram-se cada vez mais incapazes de integrar, mesmo parcialmente, determinados grupos sociais das classes trabalhadoras, especialmente o grande e expressivo contingente da população pobre que, nesta “cidade ilegal”, tenta “sobreviver na adversidade”, sempre nas tramas da informalidade. Nesta perspectiva, é preciso ter sempre presente – como uma luz a iluminar campos de sombra – que o capitalismo contemporâneo gera um mundo com novos ordenamentos, submetidos à lógica sem limites do capital, a produzir vulnerabilidades sociais, inseguranças, riscos que bem se estampam nas cidades, impondo a exigência de ATUALIZAR A QUESTÃO URBANA…QUESTIONA-SE ABRINDO UM CAMPO DE REFLEXÕES: COMO SE MANIFESTA HOJE, NO SÉCULO XXI, A QUESTÃO URBANA, COMO EXPRESSÃO DE UMA QUESTÃO SOCIAL QUE SE AGRAVA A ASSUMIR NOVAS CONFIGURAÇÕES? -    Eis a questão decisiva, cuja resposta exige processos de estudo e investigação que pesquisadores estão a desenvolver, indicando fenômenos e problemas e esboçando tendências. Aqui,  a nossa pretensão é problematizar, alertando para as mudanças do panorama urbano, a abrir vias de reflexão e discussão.

II  - AS CIDADES CONTEMPORÂNEAS NO NOVO CICLO DE MERCANTILIZAÇÃO NA EXPANSÃO CAPITALISTA

Compreender as expressões atuais da Questão Urbana, implica compreender as cidades contemporâneas no novo ciclo de expansão capitalista. Como ponto de partida para compreensão desta realidade urbana, em mutação, no presente é preciso considerar que o BRASIL URBANO DO SÉCULO XX ESTÁ EM MOVIMENTO e, assim sendo, AS CIDADES MUDAM AS SUAS FEIÇÕES, O SEU DESENHO NOS CIRCUITOS DE EXPANSÃO E TRANSFORMAÇÃO DO PRÓPRIO SISTEMA DO CAPITAL.

Hoje, nos marcos da MUNDIALIZAÇÃO DO CAPITAL e suas formas própria de acumulação, com dominância financeira, AS CIDADES BRASILEIRAS RECONFIGURAM-SE, REDESENHAM O SEU CENÁRIO COMO ESPAÇO, POR EXCELÊNCIA, PARA GESTÃO DOS PROCESSOS DE ACUMULAÇÃO, TANTO DO CAPITAL NA ESFERA PRODUTIVA, COMO NA ESFERA FINANCEIRA. Emergem, nos espaços urbanos, particularmente nas metrópoles, “Bairros de Negócios”, “Corações Financeiros”; multiplicam-se os empreendimentos comerciais, os shoppings, enfim, difundem-se os equipamentos de consumo, com toda a infra-estrutura em telecomunicações, mão-de-obra especializada e serviços equipados segundo a lógica da rapidez dos fluxos. A rigor, A CIDADE É O “LÓCUS” DA MERCANTILIZAÇÃO SEM LIMITES que perpassa toda a vida social nesta civilização contemporânea do capital. Em verdade, dos poderosos fluxos do capital mundializado ABRE-SE UM NOVO CICLO DE MERCANTILIZAÇÃO NAS CIDADES QUE COMBINA, ARTICULA CONHECIDAS PRÁTICAS URBANAS DE ACUMULAÇÃO COM NOVAS PRÁTICAS DE ACUMULAÇÃO DO CAPITAL, EMPREENDIDAS POR UMA NOVA COALIZÃO DE INTERESSES URBANOS, NA DIREÇÃO DA TRANSFORMAÇÃO DA CIDADE EM UM ESPAÇO DE “MERCANTILIZAÇÃO DE PONTA”.

Assim, circuitos de apropriação do solo urbano, historicamente explorados ao longo dos processo de urbanização, são atualizados na lógica contemporânea, com processos de remercantilização, atendendo a interesses de diferentes frações do capital. Agentes do Mercado Imobiliário, altamente capitalizados com recursos obtidos no mercado financeiros são favorecidos pela oferta de créditos privados e públicos para a produção e aquisição imobiliária. Grandes e médias cidades vivem um “boom imobiliário”, produtor de excrescências contemporâneas, como loteamentos fechados e condomínios verticais, constituídos por torres de apartamentos.

INEGAVELMENTE, NAS CIDADES, A LIVRE MERCANTILIZAÇÃO ASSOCIA-SE A UMA POLÍTICA PERVERSA DE TOLERÂNCIA COM TODAS AS FORMAS DE APROPRIAÇÃO DO SOLO URBANO POR DIFERENTES FRAÇÕES DO CAPITAL. A lógica da mercantilização preside a construção das cidades brasileiras, mobilizando os seus redesenhos:
•    Grupos sociais e agentes econômicos que podem pagar acessam as melhores terras urbanas, desfrutando dos investimentos públicos;
•    Grupos sociais pobres, sobrantes pagam o pouco que tem para viver em periferias distantes, em terras inadequadamente urbanizadas. Em nossas cidades, paga-se para morar em áreas de risco por falta de alternativas!… 

Como uma tendência contemporânea, no âmbito de novas práticas de acumulação nas cidades contemporâneas, emerge o EMPRESARIAMENTO URBANO. Trata-se de um complexo circuito, a congregar ampla gama de interesses, impulsionado pela lógica de expansão do capital global, envolvendo empresas de consultoria em projetos, empresas de pesquisas, de arquitetura, de produção e consumo turísticos, empresas bancárias e financeiras especializadas no crédito imobiliário, empresas de promoção de eventos, dentre outras.

A LÓGICA DO EMPRESARIAMENTO URBANO gesta um PADRÃO DE GOVERNANÇA URBANA peculiar onde planejamento/regulação e rotina das ações são substituídas por um PADRÃO DE INTERVENÇÃO que se funda na EXCEÇÃO. Assim, a política urbana passa a orientar-se pela realização de MÉDIOS e MEGAEVENTOS, a legitimar a ação das ELITES, construindo alianças com os INTERESSES DO COMPLEXO INTERNACIONAL EMPREENDEDORISTA… Neste caso, estão os grandes eventos culturais e esportivos, como Conferências Mundiais, Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo. No Brasil da segunda década do século XXI, a Copa do Mundo de 2014 é um exemplo emblemático, com um orçamento de 23 bilhões, segundo o TCU, a serem investidos em obras milionárias, mobilizando recursos públicos em fluxos de acumulação do capital, em meio a desapropriação de comunidades…

Assim, os cenários urbanos revelam as novas encarnações da riqueza no mundo globalizado. Mas é imprescindível compreender o que acontece no lado pobre das cidades contemporâneas brasileiras, como se movimentam e vivem as populações que habitam as periferias, constituindo a “chamada cidade real”. Em outras palavras, como se revelam as encarnações da pobreza no cenário das cidades brasileiras contemporâneas.

III - NOVAS CONFIGURAÇÕES DA POBREZA NAS CIDADES BRASILEIRAS CONTEMPORÂNEAS

Na dinâmica peculiar de funcionamento do capitalismo contemporâneo, a população pobre vê bloqueada as possibilidades de inserção promissora no mercado de trabalho, constituindo trabalhadores e trabalhadoras sobrantes deste mercado às voltas com o desemprego e as múltiplas formas e jeitos de precarização do trabalho e as formas perversas de integração nas rotas do tráfico de drogas, nos circuitos da prostituição e de distintas vias da criminalidade.

Neste mundo social em mutação da pobreza é preciso atentar para a EXPANSÃO DA ECONOMIA INFORMAL COM NOVAS CONEXÕES E ESCALAS. De fato, a economia informal expande-se por meio de NOVAS ARTICULAÇÕES ENTRE A TRADICIONAL ECONOMIA DE SOBREVIVÊNCIA, OS MERCADOS LOCAIS QUE SE ESPALHAM PELAS REGIÕES, MESMO AS MAIS DISTANTES DA CIDADE E OS CIRCUITOS GLOBALIZADOS. O informal - como alternativa de inserção da pobreza - expande-se pelas vias de redes de subcontratação e formas diversas de mobilização do trabalho temporário, esporádico, intermitente, sempre nos LIMITES INCERTOS ENTRE O INFORMAL, O ILEGAL E O ILÍCITO.

Analistas deste cenário urbano da pobreza, profundamente alterado, chamam atenção - como um fenômeno do nosso tempo - para esse EMBARALHAMENTO ENTRE O INFORMAL, O ILEGAL E O ILÍCITO. HOJE, NAS PERIFERIAS DO MUNDO SOCIAL, TORNAM-SE INCERTAS E INDETERMINADAS AS FRONTEIRAS ENTRE O TRABALHO PRECÁRIO, O EMPREGO TEMPORÁRIO, EXPEDIENTES DE SOBREVIVÊNCIA E ATIVIDADES ILEGAIS, CLANDESTINAS OU DELITUOSAS. Os trabalhadores e trabalhadoras sobrantes lançam mãos de oportunidades legais e ilegais que coexistem e se superpõem nas possibilidades de uma atividade ou de um trabalho que lhe garanta a sobrevivência e a possibilidade de satisfazer, em diferentes, a redução do consumo. Assim, o mundo social é atravessado por uma expansiva trama de ilegalidades que se entrelaçam nas práticas urbanas, circuitos e redes sociais.

Esta pobreza, destituida do direito ao trabalho com a necessária proteção social e envolta na expansiva trama das ilegalidades, vive imersa na PRECARIEDADE, PRIVADA DO ACESSO A DIREITOS BÁSICOS E  ELEMENTARES DE SAÚDE, DE EDUCAÇÃO, DE SANEAMENTO, DE MOBILIDADE URBANA, DE INFORMAÇÃO,, DE LAZER, ENFIM, DIREITO AO “BEM VIVER” para além do consumismo como forma de existir. É uma “COLETIVIDADE DE DESPOJADOS DE DIREITOS”.

Para esta coletividade de despojados, a lógica da mercantilização sem limites do capital impõe a PERVERSA INTEGRAÇÃO PELO CONSUMISMO. Nesta perspectiva é preciso atendar para um fenômeno que marca a vida contemporânea nesta civilização do capital: os capitais globalizados transbordam as fortalezas globais, concentradas no moderno setor rico das cidades, fazendo expandir o consumo de bens materiais simbólicos que atingem os mercados de consumo popular. Mesmo nas regiões mais distantes das cidades, circuitos do mercado e grandes equipamentos  de consumo estão presentes, exercendo a sua sedução, como via para existência neste mundo social, regido pela lógica do mercado.

A antropóloga Alba Zaluar, que há décadas investiga a pobreza, nos ensina que, se quisermos entender alguma coisa do que anda acontecendo, será preciso investigar o modo como se articulam a sedução encantatória do moderno mercado de consumo e o bloqueio de chances promissoras do mercado de trabalho, as práticas ilícitas que atravessam a dita economia (e cidade) informal e os circuitos do tráfico de drogas, com suas capilaridades nas práticas cotidianas e nas tramas da sociabilidade popular.

Neste cenário de destituição de direitos, de expansão da economia informal, de precarização do trabalho, de embaralhamento entre ilegal, informal e ilícito, nas teias de uma expansiva trama de ilegalidades, cresce a VIOLÊNCIA, QUER DIZER A MORTE VIOLENTA, “MORTE MATADA” como se diz na linguagem popular, atingindo as juventudes que habitam as “periferias da vida”. São jovens do sexo maasculino, entre 14  e 20 anos, sobremodo negros, dizimados violentamente, configurando a tragédia urbana da “MORTALIDADE JUVENIL”, em número alarmantes comparáveis e, por vezes, piores, às regiões ou países em situação de guerra civil…

IV – O ESTADO BRASILEIRO NOS PROCESSOS DE CONSTRUÇÃO E (RE)CONFIGURAÇÕES DAS CIDADES BRASILEIRAS: A POLÍTICA URBANA EM QUESTÃO

Nesta realidade urbana em mutação das cidades brasileiras contemporâneas - onde estão encarnadas as novas expressões da riqueza e da pobreza – como se insere o Estado Brasileiro no desenvolvimento da Política Urbana? Qual tem sido o seu papel nos processos de construção e reconfiguração das cidades nos processos de expansão capitalista? E, hoje, dez anos após a aprovação do Estatuto da Cidade – como resultante de ampla mobilização social – como esta a sua implantação no sentido de garantir o direito a cidade.

De fato, o Estado Brasileiro tem se constituído o grande mediador do processo de acumulação urbana, funcionando como “condottiere”, condutor da coalizão mercantilizadora da cidade intervindo em favor dos interesses das diferentes frações do capital que atuam na acumulação urbana, através de diferentes formas e/ou mecanismos:
•    Protegendo os interesses da acumulação urbana de concorrência de outros circuitos;
•    Realizando encomenda de construção de vultuosas obras urbanas;
•    Omitindo-se em seu papel de planejador e regulador do crescimento urbano, servindo à mercantilização da cidade.

Neste papel de mediador da acumulação urbana nas cidades brasileiras, o Estado viabiliza investimentos públicos em serviços, equipamentos e infraestrutura urbana, associados a frações do mercado fundiário e imobiliário. Assim, tais investimentos públicos distribuem-se de modo desigual nos espaços das cidades, em detrimento das áreas urbanas produzidas irregularmente e ocupadas pelos mais pobres.

Cabe ressaltar que a produção de espaços irregulares ocupados, ao longo dos processos de produção e reconfiguração das cidades é fruto de omissões históricas do poder público, tanto em relação às ações regulatórias e fiscalizatórias quanto em relação à provisão de solos urbanizados adequadamente.

É importante reconhecer que os sobrantes da chamada “cidade ilegal” vem, ao longo de décadas, mobilizando-se em função do “direito a cidade”, do direito a ter acesso à infraestrutura, aos serviços e equipamentos urbanos.

A LUTA PELA REFORMA URBANA é um MARCO NO PROCESSO DE ORGANIZAÇÃO POR CIDADES DEMOCRÁTICAS, JUSTAS E SUSTENTÁVEIS. De fato, a Questão Democrática e a Questão Distributiva foram traduzidas pelos Movimentos Sociais em propostas de Reforma Urbana que passaram a integrar o arcabouço do ESTATUTO DA CIDADE, Lei Federal aprovada em 2001, após 13 anos de tramitação no Congresso Nacional. O Estatuto da Cidade devem encarnar-se em Planos Diretores que, democraticamente garantam direitos a cidade da população que nela habita.

Após 11 anos de Estatuto da Cidade, as cidades brasileiras nunca precisaram tanto de políticas, ações, investimentos e regulações públicas capazes de controlar e limitar a mercantilização dessas cidades e, especificamente a apropriação predatória e excludente das terras urbanas. Podemos dizer que, apesar dos avanços jurídicos e institucionais, estamos em um momento crítico na Política Urbana.
 Cabe sublinhar determinados limites e entraves:
•    Paralisação da implementação do Estatuto da Cidade;
•    Muitos Planos Diretores permanecem no papel por razões técnicas e políticas, não tornando realidade o cumprimento da função social das cidades e propriedades urbanas
•    Nas cidades vigoram práticas de formulação de planos diretores sem previsão de obras estruturais
    Realização de obras ocorre dissociada de processos de regulação e planejamento urbano
•    Construção do Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social caminha lentamente
•    Está para ser colocado em prática o marco legal do saneamento ambiental
•    Política nacional de mobilidade não saiu do papel

V - CONCLUINDO

Traçado este esboço do panorama urbano estampado nas cidades, cabe colocar a questão-chave: COMO ENFRENTAR ESTE PANORAMA, COM UMA AÇÃO TRANSFORMADORA, OU MELHOR, COMO AVALIAR POSSIBILIDADES DE ENFRENTAMENTO,  CIRCUNSCREVENDO O QUE JÁ ESTÁ EM PROCESSO E OS DESAFIOS POSTOS.

O MUNDO SOCIAL CONSTRUIDO NAS CIDADES É UM MUNDO DE INSEGURANÇAS, RISCOS, INCERTEZAS, DESIGUALDADES… COMO FAZER DAS CIDADES ESPAÇOS DE ACOLHIDA/ACONCHEGO PARA NÓS, HOMENS E MULHERES, EM NOSSA CAMINHADA NO PLANETA TERRA?

É ESTE O GRANDE DESAFIO A MOBILIZAR O NOSSO PENSAMENTO, AS NOSSAS ENERGIAS, A NOS INQUIETAR... É PRECISO DEIXAR CLARO UM PRESSUPOSTO: SÓ O COLETIVO TEM FORÇA PARA CONFRONTAR COM ESTA LÓGICA DE MERCANTILIZAÇÃO QUE ATRAVESSA AS CIDADES EM TODAS AS SUAS TRAGÉDIAS URBANAS… NESSE SENTIDO, IMPÕE-SE RECONHECER E AVALIAR O POTENCIAL DOS MOVIMENTOS SOCIAIS, ESTANDO ATENTO PARA AS NOVAS CONFIGURAÇÕES DESSES MOVIMENTOS SOCIAIS, NESTA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XXI.

O ESPÍRITO DE COMUNIDADE, MATERIALIZADO NA SOLIDARIEDADE ACONHEGANTE, NA PARTILHA FRATERNA, NA CONSTRUÇÃO DA PLENA HUMANIDADE, FUNDADO NA DIALÉTICA IGUALDADE/DIFERENÇA É A VIA EMANCIPATÓRIA POR EXCELÊNCIA… E AS CEB´S SÃO UMA ENCARNAÇÃO VIVA DESTE ESPÍRITO DE COMUNIDADE QUE CONTEM A VIDA, A CONFRONTAR COM A LÓGICA DE MORTE DA EXPANSÃO CAPITALISTA. ASSIM, AS CEB´S TEM UM IMENSO POTENCIAL EMANCIPATÓRIO… IMPÕE-SE UM DESAFIO DO NOSSO TEMPO: RECRIAR AS CEB´S, AFIRMANDO HORIZONTES E ESPAÇOS NA CONSTRUÇÃO DE NOSSA UTOPIA DE CIDADES SUSTENTÁVEIS, DEMOCRÁTICAS, JUSTAS, A REALIZAR O SONHO DE DEUS, ONDE AS DIFERENÇAS SEJAM RECONHECIDAS E RESPEITADAS, NA BUSCA INCESSANTE DA IGUALDADE!...
   
   
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IGREJA ROMEIRA E MISSIONÁRIA DO REINO

Dom Fernando Panico, MSC
Bispo Diocesano de Crato, CE


SEMINÁRIO NACIONAL CEBs
Crato, 23 de janeiro de 2012

Sejam bem-vindas e bem-vindos a este Seminário Nacional e III Ampliada Nacional das CEBs, a caminho do 13º Intereclesial em 2014. Saúdo a todas e todos, em nome desta Igreja romeira e missionária que está em Crato, uma Diocese cuja história quase centenária pode testemunhar a presença e o compromisso de formar comunidades eclesiais de base, no campo e na cidade. Que este Seminário seja um momento de graça e de comunhão, pois nos propomos a conversar e aprofundar o sentido e o alcance das CEBs no caminhar da Igreja em sua missão evangelizadora e santificadora, no contexto dos 50 anos do Concílio Vaticano II. Com calma e seriedade, na força do Espírito de Deus, refletiremos o tema ou a teologia do próximo Intereclesial a realizar-se em terras nordestinas, aqui na casa do Pe. Cícero Romão Batista, patriarca da nação romeira, santo popular das CEBs romeiras do Nordeste brasileiro, conselheiro e amigo dos pobres.

Tenho uma consciência que na abertura do Seminário não cabe fazer uma conferência, mas apenas partilhar e revelar um pouco das inquietações e certezas que moram no pastoreio e no coração de um bispo romeiro e profundamente cativado e marcado pelas CEBs. Sim, comprometido com elas, alimentado na espiritualidade do caminho e respaldado por uma história de salvação, sentida e celebrada por milhões de romeiros, ao longo dos 100 anos desta Diocese. Uma história salvífica que, humildemente, desejo agregar ao riquíssimo patrimônio construído pelas CEBs, no Brasil, na América Latina e em tantos outros sítios.

Agregar não é simplesmente ajuntar ou somar, nem fazer uma coisa só, mas buscar portas para inserir a espiritualidade, o rosto da fé e a mística dos romeiros na vida, na expressão de fé e testemunho das CEBs e ajudar os romeiros a encontrarem um sentido mais profundo e missionário no jeito de viver e celebrar das CEBs. Há muito tempo mesmo essa reflexão e aproximação se fazem necessárias, ao menos para nós que vivemos e trabalhamos no Nordeste Brasileiro e apostamos na força evangelizadora das romarias realizadas, é verdade, em todo território nacional.

Temos tantos documentos oficiais que falam das CEBs e valorizam as romarias. Contudo para juntar ou agregar não basta um discurso teológico, apoiado na Tradição e no Magistério atual da Igreja, mas se requer tudo isso, e mais a experiência imprescindível de vivência nas CEBs e o banho na espiritualidade das romarias. Isso começaremos a fazer nesse Seminário e, continuar, com mais profundidade, na preparação e realização do 13º Intereclesial com milhões de romeiros e membros das CEBs.

A Diocese de Crato, diga-se a verdade, foi pioneira na aplicação das orientações pastorais do Concílio Ecumênico Vaticano II que auspiciam uma Igreja aberta ao mundo e parceira na caminhada do povo, uma Igreja solidária e educadora da esperança dos pobres. Nem sempre, porém, soube valorizar e reconhecer-se, como Instituição, nas romarias de Juazeiro do Norte. Hoje, com um olhar de síntese, agradecemos o avanço das nossas comunidades no que se refere à consciência de base desenvolvida mediante tantas iniciativas voltadas para a promoçãointegral da pessoa humana e da vida social.A memória dos “mártires” da caminhada, como o Pe. Cícero, o Pe. Ibiapina, o Beato José Lourenço, é ocultada e mantida perene, seja pelas romarias aos santuários que os recordam, como pelo propósito de perpetuar a memória deles, na realidade hoje. Fé e vida caminharam juntas. No momento presente, as CEBs encontraram um novo impulso através das Santas Missões Populares, e – particularmente – na proposta pastoral de organizar a Diocese em “rede de comunidades”. O Pe. Vileci, coordenador do Ministério da Caridade na nossa Pastoral Diocesana, poderá depois destacar e enuclear melhor a fisionomia e a presença das CEBs nesta Diocese.

Como bispo romeiro, tenho presente, tantas vezes, na minha oração e na recordação aquele projeto de Igreja, experimentado pelas primeiras comunidades, descrito nos livros do Novo Testamento, especialmente em Atos2, 42-47. Logo após a ressurreição, os cristãos foram se organizando e testemunhando a fé no meio pagão e hostil, firmando-se em quatro pilares básicos: perseverantes nos ensinamentos, comunhão fraterna, fração do pão nas casas e as orações. Isso porque no centro está viva a consciência da presença e atuação do ressuscitado.

O documento do Celam, em Aparecida, reitera que as CEBs tem sido escolas que ajudam “a formar cristãos comprometidos com sua fé, discípulos e missionários do Senhor, como o testemunho a entrega generosa, até derramar o sangue, de muitos de seus membros. Elas abraçam a experiência das primeiras comunidades, como estão descritas nos Atos dos Apóstolos !At 2, 42-47” (178).

A exemplo das primeiras comunidades e frente à clamorosa injustiça, à luz dos ensinamentos da Igreja, as CEBs se tornaram, progressivamente, o lugar privilegiado da manifestação da fé em Jesus Cristo, revelada aos pobres e pequeninos. Graças às CEBs, o povo chegou a um conhecimento maior da Palavra de Deus, ao compromisso social em nome do Evangelho. Desde o seu surgimento, as CEBs encontraram nos Círculos Bíblicos o alimento da Palavra de Deus que lhes possibilita o confronto direto com a situação concreta de vida e ações proféticas, iluminadas e fortalecidas pela Palavra do Senhor.

Para nós, com certeza, nesse Seminário, cabe a pergunta: O que a Igreja aprendeu, e guarda comcarinho, da história de vida, das celebrações e da ação transformadora e profética das CEBs? Ou talvez, dizendo assim: Que força renovadora e profética mora nas CEBs hoje? Com isso, quero me perguntar se a Igreja Institucional (bispos e padres) tem claro o que mesmo quer com as CEBs. Como pastor, bispo, desafiado por tantas interpelações do Evangelho, não aceito que as CEBs sejam uma pastoral ou instrumento pastoral na Igreja; elas são um caminho do compromisso com o evangelho, do viver no Ressuscitado, uma luz para a enculturação do evangelho e uma mistagogia de iniciação na vida cristã e na litúrgica.

As CEBs desenvolveram uma sensibilidade social para os desafios reais da comunidade que exigiram um esforço de mobilização na afirmação do seu valor humano, social e eclesial. E na medida do crescimento da sua consciência crítica e das suas ações de solidariedade, tornam-se o espaço do anúncio da Boa Nova para os excluídos e oprimidos da nossa sociedade.

Na Igreja hoje, em meio a tantos desafios e descaminhos, as CEBs são a expressão mais visível da opção preferencial pelos pobres num sinal evidente da vitalidade da Igreja Particular e respondem à dimensão de evangelização postulada pelo Papa Bento XVI na sua primeira encíclica: “Agora o amor torna-se cuidado do outro e pelo outro. Já não se busca a si próprio, não busca a imersão no inebriamento da felicidade; procura, em vez disso, o bem do amado: torna-se renúncia, está disposto ao sacrifício, antes, procura-o” (Deus Caritas Est, 6).

As CEBs, desde o seu surgimento, têm testemunhado a busca da santidade no seu jeito de viver e entender a mensagem de Jesus Cristo. A santidade do amor, no espírito das Bem-Aventuranças. A santidade na política, como enfrentamento das injustiças até o martírio pela entrega da própria vida e a santidade da plenitude e da graça ao se viver à luz do Cristo Morto e Ressuscitado. Essa prática tem nos ajudado a resignificar o sentido de santidade nos dias de hoje.

Nestes tempos sombrios em que a ganância de poucos estimula a destruição da Natureza – criação de deus para todos – temos estendido o nosso conceito de generosidade e compaixão a todas as criaturas viventes sobre a face do nosso planeta Terra. É necessário, mais do que nunca, na nossa opção preferencial pelos pobres, considerar o mundo natural, pois agora o Bem Comum inclui a Terra e todas as criaturas viventes além dos humanos. Nestes tempos, a natureza é o novo pobre.

Enfim, caros irmãos e irmãs, mais do que nunca, é preciso ousar. Ou a Igreja opta pela chamada “conversão pastoral para a missão” com um projeto de vida em pequenas comunidades, ou terá que amargar consequências complicadoras no dia de amanhã. As CEBs não querem e nem podem ser a tábua de salvação, mas sim reveladoras de um jeito de ser Igreja.
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ARCEBISPO DE PORTO VELHO É AMEAÇADO DE MORTE

Dom Moacyr Grechi, arcebispo de Porto Velho, Rondônia, sofreu ameaças depois de ter pedido a Ouvidoria Agrária intervir para evitar o despejo de 45 famílias de posseiros de Ariquemes . Dom Moacyr tinha pedido a intervenção da Ouvidoria Agrária e a Justiça Federal concedeu um prazo de mais 60 dias para as famílias. Segundo o INCRA, existe uma ação de retomada judicial da área, pois é terra da união. Dom Moacyr teria registrado queixa na Delegacia de Polícia Civil e o MPF aberto inquérito civil público para averiguar as ameaças recebidas.

A notícia é da Comissão da Pastoral da Terra da Rondônia, 08-10-2011.
 
Segundo reportagem do jornal O Rondoniense, o Ministério Público Federal em Rondônia abriu na semana passada um Inquérito Civil Público para averiguar ocorrências de atentados a Direitos Fundamentais do arcebispo de Porto Velho, Dom Moacir Grechi. O arcebispo vem recebendo ameaças de morte por causa de sua atuação na Comissão de Justiça e Paz junto aos movimentos sociais. Dom Moacir registrou queixa na Delegacia de Polícia Civil e um suspeito pelas ameaças já teria sido ouvido.
 
Segundo o Ministério Público Federal a instauração do Inquérito se justifica devido à "flagrante ausência de políticas públicas voltadas para a redução da violência no Estado de Rondônia, notadamente no que se refere à violência decorrente de movimentos sociais, sejam urbanos ou rurais, o que tem resultado historicamente na ocorrência de diversos crimes contra lideranças comunitárias".
 
Dentre as providências já tomadas preliminarmente, o MPF-RO solicitou à Direção Geral da Polícia Civil cópia das informações sobre as providências já adotadas em relação à denúncia, principalmente o teor do interrogatório de uma dos acusados; comunicação do fato à Ouvidoria Agrária Nacional; e ao próprio Dom Moacir Grechi que matenha o MPF-RO informado sobre qualquer outra ocorrência de ameaças que venha a sofrer durante o curso das investigações.

FONTE: CEBI
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12ª ROMARIA DAS COMUNIDADES DE BASE AO CALDEIRÃO DO BEATO ZÉ LOURENÇO


PELA VIDA GRITA A TERRA E POR DIREITOS TODOS NÓS!
“A Criação geme em dores de parto e nós também” (Rm 8, 22s)
 
FRATERNIDADE E A VIDA NO PLANETA
 
A romaria ao Caldeirão é um chamamento para o exercício do cuidado       para com a vida no planeta que pede socorro. O objetivo é sensibilizar as Comunidades de Base ao cuidado com a natureza e os direitos dos seres humanos, motivando a todos para enfrentar o aquecimento global, as mudanças climáticas e preservar as condições de vida no planeta. É preciso compromissar a todos para contribuir na construção de uma sociedade sem exclusão, com justiça social, consciência ambiental, sustentabilidade, empenho na superação da miséria e da fome, respeito à dignidade das pessoas e aos direitos humanos numa atitude de fraternidade.
A experiência do Caldeirão oferece condições para que as comunidades e grupos populares exerçam papel de protagonistas nas lutas de preservação do meio ambiente com atividades econômico-produtivas e agroecológicos nos quintais, segurança alimentar, criação de pequenos animais, atividades de agroflorestais e organização das casas de sementes.
“Sabemos que toda Criação, até o presente, está gemendo como em dores de parto, e não somente ela, mas também nós” (Rm 8, 22-23a). Queremos dar nosso grito de alerta para despertar a criação de projetos alternativos comunitários de conquista de direitos e controle social, campanhas e mobilizações; projetos de formação de valores solidários e capacitação para participação cidadã; produção agroecológica coletivas, redes de produção e renda, comercialização e fornecimento para a merenda escolar dos municípios.

Pe. Vileci Basílio Vidal

PROGRAMAÇÃO

Seminário sobre o Caldeirão: dia 16/09/2011
Local: Círculo Operário São José – Basílica N. Sra. Das Dores em Juazeiro do Norte
Hora 19h – documentário; 19h30 – palestra e debate.
Romaria ao Caldeirão: dia 18/09/2011
Acolhida às 07h – Celebração às 08h00
Apresentação Cultural às 09h30.

PARTICIPE DA ROMARIA!

Organize sua paróquia, sua comunidade, seu grupo, sua escola, a turma da universidade e participe do seminário e da romaria;
 
Os romeiros devem conduzir sua cabaça d’água, seu chapéu e alimentos para a partilha após os momentos de confraternização;
 
Os transportes devem ser solicitados com antecedência, junte-se a outros romeiros, frete o carro, busque carona, mas não deixe de ir;
 
Os vendedores devem evitar a venda de bebida alcoólica no local da romaria, pois se trata de um lugar sagrado;
 
Procurem obedecer a hora combinada para não chegar fora de hora;
 
Os motoristas procurem ter paciência no caminho com os outros companheiros;
 
Não deixem de visitar os caldeirões de água após a capela.
 
Deus abençoe os romeiros e os protejam pelo caminho!
 

REALIZAÇÃO:
CPT, EIXO AÇÃO Diocesano , Secretariado das CEBs

APOIO:
Basílica N. Sra. Das Dores – Juazeiro,  Rádio Educadora (Crato) e FM Pe. Cícero (Juazeiro), Cáritas Diocesana de Crato, ONGs – Fórum Araripense, Prefeitura Municipal de Crato, URCA.
 
“É tempo de decisão, de luz na mão, de semente no chão” (poeta Zé Vicente)
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Regionais da CNBB debatem os desafios das CEBs no mundo contemporâneo

Fonte: Portal da CNBB

A Casa de Retiros Assunção, em Brasília, é sede do 2º Seminário de Assessores de Comunidades Eclesiais de Bases (CEBs). Com o tema “As CEBs frente aos desafios do mundo contemporâneo”, o evento, que começou no dia 25 e segue até o dia 28, faz parte de uma série de quatro seminários, que ocorrerão em outros estados, englobando todos os Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O evento é promovido pelo Setor CEBs da CNBB em parceria com a Iser Assessoria (entidade não governamental que trabalha com religião, democracia e cidadania). Ao todo são 30 pessoas, vindas dos seis Regionais do Norte (1 e 2), Noroeste, Oeste (1 e 2) e Centro-Oeste.

Segundo o assessor do Setor CEBs da CNBB, Sérgio Coutinho, o objetivo desses encontros é de ajudar na formação dos novos e antigos assessores de CEBs nesse momento em que as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) colocam como uma de suas cinco urgências a “Igreja, comunidade de comunidades”.

“Achamos que esses seminários trazem um maior espírito coletivo, num contexto individualista de nossa sociedade. As CEBs são, por natureza, um novo ardor, um novo conceito nessa nossa sociedade tão capitalista”, afirmou Sérgio Coutinho.

solangerodrigues2seminariocebsDe acordo com Solange Rodrigues, da Iser Assessoria, o curso serve de direcionamento para os novos assessores de CEBs em suas dioceses. “Os assessores devem contribuir com suas comunidades, com articulação, formação e espiritualidade, e os seminários serem como base ou direcionamento para esses assessores”, definiu.

O 1º Seminário aconteceu no Rio de Janeiro, em abril deste ano, com os Regionais Sul (1 a 4). O 3º Seminário deve acontecer em outubro, englobando os Regionais do Nordeste (1 a 5) e o 4º, em novembro, com os Regionais Leste (1 e 2) da CNBB.
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REDE CEBS DE COMUNICAÇÃO - CONSTRUINDO O 6º NORDESTÃO


Teve inicio na tarde de hoje 28 de julho de 2011, no salão paroquial da Igreja Santa Rita de Cássia, na Diocese de Itabuna, mas um encontro em preparação ao VI Nordestão das CEB’s, que acontecerá em julho de 2012 na Diocese de Itabuna. Contando com a participação dos representantes dos 05 regionais: Maria Nascimento (Nordeste IV – Piauí), Fátima Antônio (Nordeste III – Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas), Ana Maria, Fátima, Rafaela, Madalena, Frei Genilton, Frei Carlos Inácio, Frei Joaquim, Valderly, Haroldo Heleno, Célia, Rafael (Nordeste III – Bahia e Sergipe), Maria José (Nordeste V – Maranhão), Batista e Ana Lourdes (Nordeste II- Ceará).


O encontro “Construir o VI Nordestão”, faz parte de uma serie de atividades que vem sendo realizadas em preparação para este importante evento da Igreja Católica em todo Nordeste, e caminhando para a realização do 13º Intereclesial das CEB's a ser realizado em 2014, no Crato/CE. O evento de hoje tem como objetivo principal: Discutir, Refletir e definir a data do VI Nordestão, cartaz, equipes de trabalhos, locais de trabalho, hospedagem, assessorias, temas, lemas, recursos, divulgação, articulação, mobilização levando em conta as contribuições de todos os Regionais do Nordeste presentes no encontro. Discutir e apresentar metodologia a ser usada no VI Nordestão. Visitar os locais onde serão realizadas as atividades, as oficinas, hospedagem. O evento ocorrerá até o dia 31 de julho.



Haroldo Heleno

Assessoria Diocesana das CEBs
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Encontro de articuladores das CEBs, no Chile, reúne 35 participantes de quatro Continentes

Desde o dia 31 de março até o dia 9 de abril,   realiza-se na cidade de Santiago, no Chile, o Encontro de Articulação das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). São 35 participantes, provenientes de quatro continentes: África, Ásia, Europa e America Latina. Participam representantes do Cone Sul (Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile), da Região Andina (Peru, Bolívia, Equador, Colômbia), da região Caribenha (Guatemala, Honduras, Haiti, Venezuela), do México, do Brasil, da Alemanha, das Filipinas e do Congo.
Utilizando-se do método ver, julgar e agir, os participantes do encontro realizaram uma análise da realidade para ajudá-los a compreender melhor os desafios que as CEBs enfrentam em seu trabalho e os meios que elas têm encontrado para o seu fortalecimento.
CEBsnochilepadrenelito“Constatou-se que as CEBs estão vivendo um  momento  de  graça no atual contexto histórico  da Igreja e da  sociedade. O relançamento das  CEBs pela 5ª Conferência  do Conselho Episcopal  Latino-americano (CELAM) em  Aparecida, as  realizações das missões populares, o  Documento  92 da CNBB – Mensagem ao povo de Deus  sobre  as comunidades eclesiais de base - a celebração  dos  50 anos do Concílio Vaticano II, tornam-se  acontecimentos oportunos em sua caminha  eclesial”,  destacou o secretário executivo do  Mutirão pela  Superação da Miséria e da Fome, padre Nelito Dornelas.
“Tomou-se consciência de que as CEBs são hoje uma   realidade na igreja universal, superando as fronteiras latino-americanas, berço de seu nascimento há quase 50 anos”, completou o padre.
Segundo o padre Nelito, os participantes do encontro refletiram sobre a crise cultural e de valores, pela qual atravessa a humanidade, que está, de acordo com os participantes, gerando um processo de desumanização, “as comunidades eclesiais de base atuam na reconstrução do humano, através das convivências comunitárias da fé. As CEBs procuram caminhos para o reencantamento das pessoas simples, para um encontro pessoal e comunitário com a pessoa de Jesus de Nazaré, o Cristo, e o projeto por Ele vivenciado do Reinado de Deus”, destacou.
CEBsnochileEm muitos ambientes alheios à igreja, ou de  secularização,  ou de pluralismo religioso e de  minorias cristãs, como no  Continente asiático,  as  CEBs se apresentam como  comunidades  humanas de base, nas quais se encontram  pessoas  das mais diferentes matrizes religiosas  que,  simplesmente, buscam nas CEBs um espaço  de  convivência fraterna de sua própria fé.
Na reunião, constatou-se que existe nas CEBs  diversidade  de experiências, unidade  metodológica, ressaltando a  ligação entre fé e   vida, como um ponto comum assumido  em todos os continentes.
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A MINERAÇÃO DE URÂNIO E FOSFATO NO CEARÁ:

"O desenvolvimento de mãos dadas com a degradação ambiental"

por Thiago Valentim -CPT CE

Estamos vivendo uma crise ambiental global, capaz de deixar preocupados até mesmo aqueles que nunca se interessaram em discutir esse problema com seriedade. É claro que esta preocupação não tem o mesmo sentido para todas as pessoas. (Porém, existe um considerável número de pessoas preocupadas com a sobrevivência dos seres humanos e com a continuidade da vida no planeta diante das catástrofes ambientais e da ganância dos poderosos que nos negam o acesso aos recursos naturais, bem como com o equilíbrio ambiental. No caso dos ricos, latifundiários, banqueiros, grandes corporações, amplos setores dos governos, a preocupação é que este cenário de crise não inviabilize seus projetos financeiros, especulativos, do lucro desenfreado, chamado de desenvolvimento econômico e propalado como a redenção de nosso país. Parece-me que tornar-se a 5ª maior potência mundial não vai ser muito “lucrativo” para a grande maioria dos brasileiros e para a Mãe Natureza desta Pátria Amada, Brasil.

Os últimos acontecimentos tem sido oportunos para intensificarmos nosso debate sobre os grandes projetos do capitalismo que, ao invés do progresso, tem trazido mortes, doenças e desequilíbrio ambiental. Um destes projetos, assumidos pelo Governo Federal e Governo Estadual do Ceará como estratégico é a mineração. Para nós, cearenses, emblemática é a Mineração de Urânio e Fosfato em Itataia, Município de Santa Quitéria (...)
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O perfil das CEBs - Teses

 A comunidade eclesial de base é uma assembléia de cristãos e cristãs aberta onde se pode experimentar, de forma espontânea e direta, relações pessoais mais livres e autênticas (sem máscaras), mais igualitárias (sem tratamento “VIP” para alguns privilegiados) e mais fraternas (ajuda mútua, “ágape”). Tal experiência é considerada, simultaneamente, como dom gratuito de Deus e fruto da construção humana.

A comunidade eclesial de base é uma assembléia orante e celebrante onde, a partir da meditação lúcida e engajada da Palavra Sagrada, as três grandes virtudes do cristianismo – a Fé, a Esperança, o Amor – são constantemente invocadas, renovadas, realimentadas, face aos desencantos cotidianos com a descrença, o desespero, o desamor. Cultiva-se uma atitude básica de gratidão diante da existência.

A comunidade eclesial de base é uma assembléia combativa e engajada nas pequenas lutas locais por melhoria de vida e emancipação que, de alguma forma, estão ligadas às grandes questões humanitárias. Tal diaconia cristã tem como meta final a libertação/redenção do ser humano todo e de todos os seres humanos de tudo que os diminui, desfigura, amarra, escraviza ou vicia.

Nos serviços e na atenção prestados aos demais, os “últimos” devem ocupar o primeiro lugar, aqueles que da sociedade humana recebem menos atenção e cuidados. Aqueles que a sociedade coloca à margem, devem estar no centro das atenções da comunidade cristã. Aqueles que o sistema ora vigente tenta esquecer devem ser constantemente lembrados pelos cristãos. Nisto se expressa a opção profética de Jesus de Nazaré.

Tal promoção humana não consiste, primordialmente, na distribuição gratuita de bens aos necessitados (um fazer pelos pobres que pode acentuar ainda mais a desigualdade social), mas sobretudo na vivência solidária de uma comunidade de destino com os pobres, despertando-lhes o senso de dignidade, capacidade e responsabilidade próprias. Mais importante, em uma comunidade de destino o “dar” e o “receber” mudam constantemente de lugar, o enriquecimento é recíproco, não unilateral. Por isso, a promoção humana não é um apêndice à ou mera conseqüência da evangelização, mas é inerente a ela, uma vez que na comunidade “de irmãos e irmãs” as pessoas se libertam, umas as outras, dos seus papéis sociais prescritos e prefixados.

Carlo Tursi
Coordenação Arquidiocesana de CEBs
Fortaleza-Ce
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Definido o cartaz do 13° Intereclesial

Reunidos nesta quarta feira (23) o Secretariado Nacional para o 13° Intereclesial acolheu  a apresentação final do Cartaz para o décimo terceiro Intereclesial. Na ampliada acontecida em Janeiro(26/29) foi votado e aprovado a apresentação do cartaz do Regional Leste I. Após aprovação foram sugeridos pequenos ajustes no qual o autor, o artista Padre Marcos acolheu prontamente e o redefiniu apresentando por completo agora. Já se prepara o dia oficial para apresentação a nível nacional.

A reunião do Secretariado ainda promoveu a avaliação do encontro da Ampliada Nacional, vendo os pontos que podem ser melhorado e encaminhamentos sugeridos. Definiram-se novas datas de reunião e formação, objetivando a execução de atividades para o ano da sensibilização 2011. Foram visto as datas de encontros nacionais que vão acontecer, entre elas a participação do Coordenador Pe. Vilecir Vidal no Encontro Latino Americano/Caribenho no Chile. O Regional Nordeste II reuni-se no próximo mês para organizar a parte executiva do ano de sensibilização.

O secretariado avaliou positivas as iniciativas das Paróquias da Diocese de Crato onde estão priorizando nas assembleias os estudos feito sobre o plano para o Intereclesial e o estudo do Doc. 92 da CNBB – Mensagem aos Povo de Deus sobre as Comunidades Eclesiais de Base. O Secretariado disponibiliza atendimento diário para todo o Brasil em uma nova sala na cidade de Crato – Rua Teófilo Siqueira, 631 – Centro, CEP:63.100-010  - Fone  /faz> (88) 3521-8046 ou 3521-1110 / E-mail: intereclesialcrato@yahoo.com.br – Cidade de Crato – CE.Brasil.

Por José Batista – Setor de impressa para o 13° Intereclesial:E-mail- 13cebs2014@gmail.com

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Começa mais uma reunião de coordenação do 13º Intereclesial das CEB’s

Começa amanhã, quinta-feira, 27, e segue até o dia 29, no Centro de Expansão Dom Vicente Matos, em Crato (CE), a segunda reunião de coordenadores estaduais das Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s). Este evento é a preparação para o 13º Intereclesial, que acontecerá em 2013, na Diocese de Crato, Regional Nordeste 1 da CNBB (Ceará), entre os dias 23 a 27 de julho. O tema e o lema do Intereclesial será, respectivamente: "Justiça e profecia a serviço da vida" e “CEBs, romeiras do Reino no campo e na cidade”. 

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MULHERES DAS CEBs TESTEMUNHAS DE VIDA E DE DEDICAÇÃO AO REINO

No ensejo do Relançamento das Comunidades Eclesiais de Base, a Articulação Continental das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da América Latina e do Caribe

CONVIDA a participar do recolhimento de TESTEMUNHOS de Vida de Mulheres das Comunidades Eclesiais de Base. Queremos recuperar testemunhos:

- Da contribuição das mulheres das CEBs na vida cotidiana, comum, em que são construídas coisas extraordinárias. É uma forma de dar rosto às mulheres que construíram e constroem comunidade na Igreja e na sociedade e cujo testemunho nos anima e enriquece;

- De nossas matriarcas, mulheres de longa trajetória neste caminhar;

- De diferentes gerações de mulheres que, desde seu desenvolvimento em comunidade, se comprometeram com diferentes serviços (ecologia, saúde, participação cidadã, catequese, cultura ... ); e testemunhos coletivos de comunidades nas quais as mulheres empreenderam ações em favor da vida.

Com as seguintes BASES:

Poderão participar leigos(as), sacerdotes, agentes de pastoral, religiosos e religiosas, comunidades.
Os trabalhos deverão ser apresentados em formato digital. De preferência, deverão vir acompanhados de 3 a 5 fotoografias das mulheres que apresentam ou do trabalho realizado. Em espanhol ou português. Tamanho livre.
A remessa deverá ser acompanhada de identificação completa do(s) autor(es) e uma apresentação pessoal, que inclua: tempo de participação nas CEBs, serviços desempenhados, responsabilidade atual nas CEBs, diocese e paróquia a que pertence ... (ou se não pertencer a uma comunidade, mas se a conhecer e desejar escrever, também vale).
Ao participar, outorgam gratuitamente à Articulação Continental das CEBs, entidade convocante, o direito de publicar seus trabalhos - sempre com o reconhecimento de sua autoria -, com a finalidade de divulgação, intercâmbio e promoção das CEBs.

Os testemunhos deverão ser enviados antes de 10 de outubro de 2011, para:

ceb_continental@prodigy.net.mx

Os testemunhos serão compilados em uma edição digital a ser publicada em fevereiro de 2012 na página continental das CEBs em: www.cebcontinental.org

Mais informações:
luromac@yahoo.com.mx (Carmen Romero)
ou ceb_continental@prodigy.net.mx

e pelo tel.: (52) (55) 56886336.

(Pondo a frente 0-operadora)

FOTO: PE.JÚLIO, REDENTORISTA - BLOG CEBs COMUNICA

Enviado pelo setor de Comunicação do Secretariado do 13°. ( material enviado por Sérgio Coutinho através de e-mail)
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AMPLIADA NACIONAL DAS CEBs

 
26 a 30 de janeiro de 2011
Centro de Expansão Dom Vicente de Matos
13º Intereclesial das CEBs – Diocese de Crato - CE
“Justiça e Profecia a Serviço da Vida”

Confira a programação AQUI
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13° Intereclesial - Noticias

Para o 13° Intereclesial já foi definido o tema que é : Justiça e Profecia a serviço da Vida / o lema: CEBs, Romeira do Reino no campo e na cidade. No proximo dia 26 de Janeiro (2011) teremos a segunda reunião da Ampliada Nacional de CEBs em preparação a esse intereclesial, assim será definido o cartaz e o texto base. Inicialmente será feito uma analise de conjuntura e os estudos dos texto que já foram encaminhados a equipe organizadora. As presenças orientadoras deste encontro são: Sergio Coutinho CNBB, Pe. Nelito, Benedito Ferraro e outros.
Um grande abraço a todos do Informativo Trem das CEBs.
José Batista - Setor comunicação 13° Intereclesial.

ORAÇÃO DO 13º INTERECLESIAL DAS CEBs

Deus da vida e do amor,
Pai de Jesus e Pai nosso,
Santíssima Trindade, a melhor comunidade:
abençoai as nossas CEBs,
rumo ao 13º Intereclesial,
que iremos celebrar
no coração alegre e forte do Nordeste,
nas terras do Pe. Cícero e do Pe. Ibiapina,
do beato Zé Lourenço
e da beata Maria de Araújo,
e de tantos sofredores e lutadores,
profetas e mártires da caminhada,
no Brasil, em Nossa América,
no Mundo solidário.
Ajudai-nos a reacender sempre mais
a nossa paixão pelo Reino,
no seguimento de Jesus.
À luz da Bíblia e na mesa da Eucaristia,
na opção pelos pobres,
em diálogo ecumênico e ecológico,
na defesa dos Direitos Humanos,
sobretudo dos Povos Indígenas e Quilombolas.
No cuidado da Terra, nossa mãe.
Em família e na comunidade eclesial,
no trabalho, na política, no movimento popular,
crianças, jovens e adultos, mulheres e homens.

Denunciando a economia neoliberal
dos grandes projetos depredadores,
da seca, da cerca, do consumismo e da exclusão.

Mãe das Dores e das Alegrias,
ensinai-nos a sermos CEBs romeiras do Reino,
no campo e na cidade,
fermento de justiça, de profecia e de esperança pascal.
Proclamando a Boa Nova do Evangelho
sobretudo com a própria vida, que é
“o melhor presente que Deus nos deu”.
Amém , axé, auerê, aleluia!
( Dom Pedro Casaldáliga )

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